O passo começa o voo que vai do chão para o infinito. *Mário Lago

domingo, 2 de março de 2014

Vastidão

 
Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Tão assustador que, pelo medo, muitas vezes inventamos e mantemos cativeiros que nos afastam da liberdade de sermos nós mesmos e de sermos felizes sendo nós mesmos. Que nos afastam da liberdade de avançar, gesto a gesto, incluindo os tropeços, as mancadas e os cansaços todos da nossa experiência, na direção do nosso conforto mais genuíno. Da nossa alegria mais profunda. Do jeito mais nosso de somar no mundo. Da nossa paz mais macia. Disponíveis, acessíveis, mesmo quando precisamos também lidar com as adversidades invariáveis da nossa humanidade, os riscos, as incertezas, os improvisos que surpreendem os roteiros, os sofrimentos.
 
Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Tão assustador que, pelo medo, muitas vezes nomeamos carcereiros e lhes atribuímos poderes, responsabilidades e chaves que, mesmo que quisessem, eles não têm, pois os poderes, as responsabilidades, as chaves, estão o tempo todo no mesmíssimo lugar onde os guardamos sem lembrar de tê-los escondido. Sem lembrar que são nossos e que o acesso a eles só pode acontecer se entrarmos e passearmos, receptivos, desarmados, desnudos de ego o máximo possível, no nosso próprio coração.
 
Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Mas se é nossa intenção sermos felizes, prósperos, bondosos, fazer florescer sementes de amor na nossa passagem por aqui, mesmo com todo medo do mundo, precisamos querer de verdade ir além da nossa assustada e acomodada estreiteza. Tantas vezes, tão doída. Tantas vezes, tão motivadora. 

Você tem toda razão: é tudo vasto. Essencialmente vasto. Generosamente vasto. Assustadoramente, também. Inclusive, o próprio amor. Que não tem limites. Que tudo pode curar. Que tudo pode abraçar. Que tudo pode transformar, contrariando as perspectivas apertadas e assustadíssimas das temporadas nos cárceres.

*Ana Jácomo

domingo, 10 de novembro de 2013

Mandalas Florais


Mandala:

Diagrama composto de formas geométricas concêntricas, utilizado no hinduísmo, no budismo, nas práticas psicofísicas da ioga e no tantrismo como objeto ritualístico e ponto focal para meditação [Do ponto de vista religioso, o mandala é considerado uma representação do ser humano e do universo; em sua forma menos elaborada, é denominado iantra.] (Fonte: Houaiss)

A artista plástica americana Kathy Klein, de 48 anos, é a criadora destas belíssimas mandalas florais, que aliás, foram batizadas com outro nome: "Danmala" ( Em sânscrito védico, “dan” significa dar, e “mala”, guirlanda de flores), a inspiração veio após algumas meditações, em 2010 e desde o dia da primeira criação, ela não parou mais.

"Hoje a minha mente está em completa paz, e o meu coração, repleto de amor", Diz Kathy. Que após criar a sua mandala e faz isso diariamente,  deixa que seu marido a fotografe e coloque em seu site a sua fotografia.

Site de Kathy Klein:  http://www.danmala.com/




Fonte de pesquisa: http://casa.abril.com.br

Paz e amor! ♥

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ai, palavras, ai, palavras...


Ai, palavras, ai palavras,
que estranha potência, a vossa!
Ai, palavras, ai palavras,
sois o vento, ides no vento,
e, em tão rápida existência,
tudo se forma e transforma!
Sois de vento, ides no vento,
e quedais, com sorte nova!

Ai, palavras, ai palavras,
que estranha potência, a vossa!
Todo o sentido da vida
principia à vossa porta;
o mel do amor cristaliza
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois audácia,
calúnia, fúria, derrota…

A liberdade das almas,
ai! com letras se elabora…
E dos venenos humanos
sois a mais fina retorta:
frágil como o vidro
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam…

*Cecília Meireles