O passo começa o voo que vai do chão para o infinito. *Mário Lago

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domingo, 2 de março de 2014

Adoção


 Infância é uma palavra que mora eternamente dentro da gente, sabemos...

 Mas é possível  transformá-la em outra infância, talvez até mais feliz,  se necessário for, sabe como?

Na vida de outra criança. 

Tudo aquilo que não se teve, será dado, tudo aquilo que não se conseguiu aprender, será ensinado, todo o amor que tenha sido negado, será doado em dobro.

Está explicado?

Filho é aquele que nasce do coração!
.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Poesia Infantil


 A poetisa Zalina Rolim (1869-1961) escreveu o primeiro livro de Poesia Infantil, em 1897, chama-se "Livro das Crianças".

Até então, os poetas escreviam versos sem pensar na leitura infantil.
A partir da publicação deste livro de Zalina, é que surgiu a Poesia Infantil.
Hoje, os poetas estão mais atentos aos pequenos leitores e adentraram no fabuloso universo infantil.
 
Eis uma poesia do livro de Zalina Rolim:
 
Cuidados Maternais

Expor minha filhinha ao sol ardente -
Mamãe diz que é um perigo:
Quero sentar-me ao delicioso abrigo
Deste arbusto virente.

A sombrinha de seda cor-de-rosa
Torna a luz tão suave!...
No arvoredo palpita um ninho de ave
Sob a fronde cheirosa.

Meio-dia. Um barulho de água viva
Cortanto o fresco atalho
Do bosque, em fino leito de cascalho,
Marulhoso deriva.

Minha filhinha, a todo o encanto alheia,
Descansa em meus joelhos;
E nos seus lábios doces e vermelhos,
Leve sorriso ondeia.

Pesa-lhe o sono; já entreabre a custo
Os olhos sonolentos,
E adormecê-la assim exposta aos ventos,
Causa-me grande susto.

Tão melindrosa e frágil! Pobre anjinho!
Traz-me em perpétuo anseio...
Quem dera escondê-la no meu seio
Em faixas de carinho!...

E conservá-la assim - meu sonho eterno -
No íntimo do peito,
E de amor construir-lhe o níveo leito
No coração materno!...

Zalina Rolim

Maria Zalina Rolim Xavier de Toledo nasceu em Botucatu (SP), em 20 de julho de 1869.
Professora alfabetizadora, transferiu-se com a família para São Paulo em 1893.
Educadora, entre 1896 e 1897, exerceu o cargo de vice-inspetora, do Jardim da Infância anexo à Escola Normal Caetano de Campos, em São Paulo.
Escreveu para diversas revistas femininas e jornais como A Mensageira, O Itapetininga, Correio Paulistano e A Província de São Paulo.
Faleceu em São Paulo, em 24 de junho de 1961.


Obras:

1893 - O coração
1897 - Livro das Crianças
1903 - Livro da saudade (organizado nesta data para publicação póstuma)

Fonte de pesquisa:Internet, site da Unicamp.